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O que avaliamos antes de recomendar um tratamento

Antes de indicar um tratamento há sempre uma avaliação, uma rotina e um plano. O que olhamos, por que ordem, e o que acontece quando a resposta é não.

Naiara Carlos, esteticista na Guarda: os hábitos que ajusta para transformar a autoestima das clientes
Avaliação facial individual antes de qualquer indicação, sem tratamento decidido à partida
Rotina de skincare personalizada: produtos certos, uso correto e constância
Caneta de microagulhamento e ativos preparados para a sessão, indicados apenas quando há necessidade
Antes e depois de uma cliente com um plano faseado a curto, médio e longo prazo: resultados consistentes não são imediatos
Ficha de avaliação e computador de trabalho: o primeiro passo é sempre reunir a história de cada cliente

Há uma pergunta que chega quase sempre por mensagem, antes de qualquer marcação: "quanto custa o tratamento para isto?". É uma pergunta justa, e a resposta honesta é quase sempre a mesma: ainda não sabemos, porque ainda não vimos a tua pele.

Não é uma forma de adiar a conversa. É que a decisão que interessa não é o preço, é qual é o tratamento certo — e essa não se toma por mensagem.

Escolher entre nove não é inventar do zero

Convém desfazer um mal-entendido. A casa tem nove protocolos, cada um com nome, estrutura e plano semana a semana publicado. Podes vê-los todos na página de protocolos, com o calendário à frente.

O que a avaliação decide não é inventar um plano de raiz. É escolher qual daqueles nove é o teu, em que linha, e o que dentro dele pesa mais no teu caso. Duas pessoas podem sair com o mesmo protocolo e com sessões distribuídas de maneira diferente, porque a queixa é a mesma mas a pele não. O que nunca acontece é o tratamento estar decidido antes de te vermos.

O que se vê numa avaliação

A queixa com que chegas é o ponto de partida, não o diagnóstico. Boa parte do trabalho de uma avaliação é perceber o que está por trás dela.

Olha-se e toca-se: o tipo de pele, o estado da barreira, a hidratação, a elasticidade, a textura. Procuram-se sinais que ainda não deram na vista, uma rosácea a começar, congestão por baixo da superfície, ou o risco de a pele ficar manchada depois de uma inflamação, que varia muito com o tom de pele.

Depois há a parte que quase ninguém pensa em contar por iniciativa própria, e que muda tudo: medicação que tomas, procedimentos feitos noutro sítio nos últimos meses, quanto sol apanhaste, gravidez ou amamentação, alergias, e sobretudo o que andas a usar em casa. Não é raro a causa da irritação que te trouxe cá estar dentro do teu próprio armário.

Também acontece a queixa não corresponder ao problema. Alguém que chega a pedir alguma coisa para as rugas às vezes tem menos rugas do que perda de volume, e isso muda a ordem por que as coisas se fazem.

Quando a resposta é não

É a parte menos confortável e a que mais define o resto. Há avaliações que acabam com um "isto não é para ti", e há outras que acabam com "isto não é para agora".

Uma pele com acne inflamada em fase ativa não começa um plano anti-idade nessa semana: primeiro estabiliza-se o que está ativo, depois trata-se o resto. Quem procura volume não o vai encontrar num protocolo de firmeza, e dizemo-lo à partida em vez de deixar a expectativa correr. E quando o que te resolve o problema está fora do que a estética faz, o mais útil que temos para te dar é essa informação.

Preferimos perder uma marcação a vender um plano que já sabemos que vai desiludir. Numa cidade como a Guarda, a conta faz-se sozinha.

A rotina em casa é metade do trabalho

Uma rotina indicada não é uma lista de produtos caros, é uma lista que consegues cumprir. O critério é esse, e é por isso que a primeira pergunta costuma ser o que já usas e não o que devias usar.

Interessa o que a tua pele tolera hoje, e não o ideal de manual: quem tem a barreira fragilizada não começa por ativos fortes, por muito bem que eles resultem noutra pessoa. Interessa a ordem e a combinação, porque empilhar ácidos e retinol na mesma noite estraga mais do que constrói. Interessa a frequência, sobretudo na esfoliação. E interessa ajustar a rotina nos dias à volta de uma sessão em cabine, para não sobrecarregar a pele duas vezes na mesma semana.

Os erros que mais aparecem são sempre os mesmos: esfoliar de mais, juntar ativos a mais ao mesmo tempo, escolher pela promessa da embalagem, e protetor solar em quantidade insuficiente ou sem reaplicar.

Só quando há necessidade

O microagulhamento é um bom exemplo de como uma tecnologia se indica em vez de se vender por defeito. Existe como sessão avulsa, na página de Rosto & Rejuvenescimento, e entra em três protocolos: NeoSkin, Acne Control e ClearSkin. São três problemas diferentes, e em cada um ele pesa de maneira diferente.

Os ativos aplicados na sessão também se escolhem caso a caso. O ácido hialurónico dá hidratação e um preenchimento temporário, de dias. Há ativos escolhidos pela sensação de firmeza que deixam nos dias seguintes, e outros associados à síntese de colagénio. Os que trabalham a aparência dos poros minimizam o modo como se veem, não o tamanho real deles, que é estrutural.

O que é normal ver logo a seguir

Vale a pena saber isto antes, porque poupa um susto. Depois de uma sessão que trabalhe a pele em profundidade, é normal ficares com a pele rosada, por vezes com um ligeiro inchaço, durante algumas horas ou até dois a três dias, conforme a profundidade e a reatividade da tua pele. Nos dias seguintes a pele renova-se e vai assentando.

Nada disto é o resultado. É a reação imediata, e é precisamente por isso que uma fotografia tirada no fim da sessão não serve para julgar o que quer que seja.

Curto, médio e longo prazo

Traduzido em tempo, é isto. Nas primeiras horas e nos primeiros dias, a pele está a reagir. Ao fim de uma ou duas semanas, quando a reação assenta, costuma notar-se a superfície mais luminosa, o que é uma antevisão e não o resultado. É por volta das quatro a seis semanas depois de cada sessão que a produção de colagénio novo trabalha a sério, e é aí que a textura e as linhas finas começam a mexer.

O que muda de forma consistente aparece ao fim de meses e de várias sessões espaçadas. Não é acaso que um protocolo facial como o FaceWave ocupe entre catorze e vinte e três semanas de calendário: é o tempo que a pele leva a fazer o trabalho, e não há forma de o encurtar por vontade.

Por onde começar

A avaliação gratuita é onde isto acontece. Vemos a tua pele, ouvimos a tua história, confirmamos que o que faz sentido para ti é seguro para ti, e dizemos-te o que vemos — incluindo quando o que vemos não é o que esperavas ouvir.

Ainda não sabes por onde começar?

A avaliação não custa nada e não te compromete a nada. Vemos a tua pele, ouvimos o que te incomoda e, a partir daí, desenhamos contigo o plano que faz sentido para o que precisas. Sem pressões, sem discursos de venda. Provavelmente o passo mais fácil que vais dar por ti esta semana.

Sem compromisso. Personalizada para ti.

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