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O que acontece ao colagénio ao longo dos anos?

O que é o colagénio, por volta de que idade começa a diminuir, e o que acelera essa perda: sol, sono, stress e açúcar.

O que acontece ao colagénio ao longo dos anos: porque é que a pele perde firmeza e como abrandar esse processo
A partir dos 25 anos, a produção natural de colagénio começa a diminuir gradualmente, e a pele pode perder firmeza e elasticidade ao longo do tempo
Como se percebe a mudança: flacidez, rugas, linhas de expressão, pele menos firme e alteração do contorno facial
Avaliação da pele com um aparelho de análise cutânea, para perceber se e como se pode estimular a produção natural de colagénio
A pele muda com o tempo, mas o conhecimento ajuda-te a cuidar dela da melhor forma em cada fase

Fala-se do colagénio como se fosse um depósito que vem cheio de fábrica e se vai esvaziando com os anos. É uma imagem simpática e está errada, e é por estar errada que muita gente não percebe o que pode e o que não pode fazer em relação a ele.

É uma balança, não um depósito

O colagénio da tua pele está sempre a ser fabricado e sempre a ser desmanchado, ao mesmo tempo. Umas células da derme, os fibroblastos, produzem fibras novas; em paralelo, há enzimas cuja função é desmanchar as fibras antigas, para que possam ser substituídas. É um processo de renovação constante, como acontece com quase tudo no corpo.

Enquanto se é novo, os dois pratos da balança estão equilibrados: desmancha-se muito, mas fabrica-se ao mesmo ritmo. O que muda com a idade não é a pele deixar de produzir. É a produção abrandar sem que o lado da degradação abrande na mesma proporção. O saldo passa a ser negativo, todos os anos um bocadinho, e ao fim de uma década ou duas isso vê-se.

Perceber isto muda a pergunta certa a fazer. Não é como voltar a encher o depósito, é como pôr a balança menos desequilibrada — travando o que desmancha a mais, e estimulando o que fabrica a menos.

O sol é, de longe, o maior acelerador

Se houvesse uma só coisa a levar deste artigo, era esta. Boa parte do que atribuímos à idade na pele não vem dos aniversários, vem do sol acumulado ao longo da vida. Compara a pele do interior do teu braço com a das costas das mãos: a idade é a mesma, a exposição não foi.

A razão pela qual o sol pesa tanto é que ele age nos dois pratos da balança ao mesmo tempo. A radiação ultravioleta gera stress oxidativo na derme, que ativa as tais enzimas que desmancham colagénio, e em simultâneo trava os sinais que mandam produzir fibras novas. Desmancha mais e fabrica menos, com o mesmo gesto.

É também o único fator desta lista que continua inteiramente na tua mão, todos os dias. O protetor solar diário não é um conselho de rotina de beleza — é, em rigor, a medida com melhor retorno que existe para a firmeza da tua pele daqui a vinte anos.

O açúcar estraga outra coisa

Este acelerador funciona de maneira diferente dos outros, e vale a pena perceber a diferença. O açúcar em excesso, mantido ao longo do tempo, liga-se às fibras de colagénio que já lá estão e torna-as mais rígidas e menos elásticas. É a glicação, sobre a qual escrevemos no artigo dos alimentos.

O ponto específico é este: os outros fatores mexem com a quantidade que se fabrica ou se desmancha; a glicação mexe com a qualidade do que já existe. Fibras glicadas não só ficam mais duras como se tornam mais difíceis de reciclar no processo normal de renovação. Ou seja, acumulam-se fibras velhas e de pior qualidade, precisamente quando a produção nova já está a abrandar.

O sono e o stress, do lado do fabrico

Sobre estes dois já escrevemos noutro artigo, por isso fico só pelo que é específico do colagénio.

O sono importa aqui porque é durante o sono profundo que a hormona de crescimento atinge o seu pico, e é ela que estimula os fibroblastos a produzir. Dormir pouco de forma continuada corta parte desse estímulo, noite após noite.

O stress prolongado atua pelo cortisol, que trabalha contra o colagénio nas duas direções: trava a síntese pelos fibroblastos e favorece a degradação. É o oposto exato do que se pretende.

A menopausa acelera, e há uma razão

Esta é a parte que apanha muita gente de surpresa, porque a mudança é mais rápida do que a curva lenta dos anos anteriores.

Os fibroblastos têm recetores para estrogénio, e é o estrogénio que sustenta boa parte da atividade de produção de colagénio na pele. Quando os níveis caem, na menopausa, perde-se esse apoio, e a perda concentra-se sobretudo nos primeiros anos a seguir. Não é impressão de quem sente a pele mudar depressa nessa fase; é o que está a acontecer.

E os cremes e os suplementos de colagénio?

É a pergunta que aparece sempre, e merece resposta franca.

Um creme com colagénio na fórmula não repõe o colagénio da tua derme. A molécula é grande demais para atravessar a barreira da pele e chegar onde faria falta. Isso não faz do creme um produto inútil: à superfície funciona como hidratante e a pele fica com melhor aspeto. Só não é reposição de nada.

O colagénio hidrolisado por via oral é outra conversa, e aí a evidência existe, ainda que modesta. Alguns dos péptidos sobrevivem à digestão e parecem funcionar como sinal para os fibroblastos produzirem mais, e não como matéria-prima direta. Estudos controlados mostram melhorias ligeiras de elasticidade e hidratação com toma diária ao longo de dois a três meses. É um complemento com efeito discreto e que exige constância, não um substituto do que se faz em cabine.

Estimular é possível, repor não

Chegamos ao que se pode fazer do lado do fabrico. O microagulhamento, a radiofrequência e o HIFU trabalham todos a partir do mesmo princípio: provocar na pele uma resposta controlada que põe os fibroblastos a produzir.

O que interessa saber é o calendário, porque é ele que gere a expectativa. Na primeira ou segunda semana o que se nota é sobretudo a superfície mais luminosa, e isso é uma antevisão e não o resultado. Por volta das quatro a seis semanas depois de cada sessão é que a produção nova está mesmo a trabalhar. E a mudança consistente aparece ao fim de meses e de várias sessões. Não há maneira de encurtar isto, porque é o tempo que a pele leva a construir fibra nova.

Se ainda não há sinais instalados e o que queres é manter, o caminho é o NeoSkin. Se a flacidez já se instalou, é outro, mais intensivo, como o FaceWave. Sobre como se decide entre um e outro, e porque é que agir cedo custa menos do que corrigir tarde, escrevemos aqui.

Em que ponto estás não se decide a ler. Decide-se a olhar para a tua pele, e é isso que fazemos na avaliação gratuita, com o critério que explicámos em o que avaliamos antes de recomendar.

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