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A pele começou a ceder: o que se perde além do colagénio

Firmeza e elasticidade não são a mesma coisa e não se perdem da mesma maneira. Porque é que a pele deixa de voltar ao sítio, e o que ainda dá para fazer.

O mesmo rosto em dois momentos diferentes, lado a lado: a pele começou a cair e nem sabes bem porquê?
Retrato da Naiara Carlos: não é impressão tua, e não fizeste nada de errado
Um balão cheio ao lado de um balão vazio: a pele produz menos colagénio e menos elastina, e são estas duas que dão firmeza e elasticidade
Boião de creme hidratante: hidrata a pele todos os dias, mesmo no frio, e usa protetor solar, porque é o sol que mais acelera a flacidez
Prato com salmão, salada e quinoa ao lado de um copo de água: dormir, água e proteína, porque o colagénio precisa disso para se formar
Mulher a caminhar numa estrada de campo: uma caminhada já chega para pôr a circulação a trabalhar, e nenhuma destas coisas faz milagres sozinha
Cartão de fecho da Naiara Carlos Estética Avançada: se um dia quiseres falar sobre a tua pele, a porta está aberta, sem compromisso

Há uma altura em que se repara noutra coisa ao espelho. Não são rugas novas, é a pele a assentar de maneira diferente: o contorno do rosto menos definido ao fim do dia, a pele do pescoço a fazer prega onde não fazia, a sensação de que aquilo já não volta ao sítio como voltava.

Não é impressão tua, e também não é castigo por nada. É uma mudança na própria matéria da pele, e vale a pena perceber qual, porque não é bem a que se costuma dizer.

Firmeza e elasticidade não são a mesma coisa

Fala-se sempre em colagénio, mas quando a queixa é a pele ceder, há uma segunda proteína que interessa mais e de que quase ninguém fala: a elastina.

O colagénio é a malha que dá corpo e espessura à derme. É ele que resiste, que impede que a pele ceda sob tensão. A elastina faz outra coisa: é ela que permite à pele esticar e depois recuperar a forma. É o que acontece quando fazes uma expressão e a cara volta ao normal, ou quando beliscas a pele e ela assenta outra vez.

É por isso que a imagem do balão funciona tão bem. Um balão cheio estica quando o apertas e volta à forma quando o largas; um balão que já perdeu essa qualidade fica com as marcas e as pregas onde foi dobrado. A propriedade que se perde não é a espessura, é a capacidade de voltar.

A diferença que muda tudo

Aqui está a parte que raramente se explica, e que muda a forma de olhar para o assunto.

O colagénio está sempre a ser refeito. Fabrica-se e desmancha-se todos os dias, e o que muda com a idade é o equilíbrio entre as duas coisas — foi disso que falámos no artigo sobre o colagénio. Havendo renovação constante, faz sentido falar em estimular: está-se a empurrar uma balança que já está em movimento.

Com a elastina não é assim. Depois do início da idade adulta, o corpo praticamente deixa de a fabricar em quantidade relevante. As fibras elásticas que tens são, em boa parte, as que vais ter. Não há uma balança para inclinar, há um capital para gastar mais devagar ou mais depressa.

Isto não é motivo para desânimo, é motivo para mudar a prioridade. Com o colagénio, a conversa é sobre estimular. Com a elastina, a conversa é sobre preservar — e a diferença entre uma pele que cede aos cinquenta e outra que cede aos sessenta e cinco decide-se muito mais aqui do que em qualquer aparelho.

Porque é que o sol pesa tanto, aqui em particular

Já escrevemos que o sol é o maior acelerador de todos, e no artigo do colagénio explicámos porquê. O que interessa acrescentar é o que ele faz especificamente às fibras elásticas.

Décadas de exposição não se limitam a destruir elastina: levam a pele a acumular fibras elásticas anormais, espessadas e desorganizadas, que já não fazem o trabalho de recuperar a forma. É o que dá aquele aspeto amarelado e como que gasto à pele muito exposta, sobretudo no decote, na nuca e nas costas das mãos. E como esta proteína quase não se refaz, é o dano que mais se aproxima do irreversível em toda esta história.

Dito de outra maneira: o protetor solar diário não é um cuidado de rotina de beleza, é a única medida verdadeiramente eficaz que existe para a elasticidade da tua pele daqui a vinte anos. É também barato e chato, que é a razão pela qual tanta gente o salta.

O que os hábitos fazem, e o que a cabine faz

Vale a pena dividir o trabalho com honestidade, porque cada lado faz uma coisa que o outro não faz.

Um tratamento em cabine entrega à derme um estímulo controlado e concentrado — calor ou micro-lesão, à profundidade certa — que provoca nos fibroblastos uma resposta de reparação muito maior do que qualquer hábito consegue provocar. Nenhuma caminhada, noite de sono ou refeição gera um sinal daquela intensidade. É isso que se compra numa sessão.

Os hábitos fazem o contrário, e é igualmente decisivo: travam a degradação e mantêm o sistema em condições de responder ao estímulo. Sem proteína suficiente não há matéria-prima; sem sono não há a parte da reparação que acontece de noite; com sol a mais desmancha-se ao mesmo ritmo a que se constrói. E no caso específico da elastina, os hábitos são praticamente a única alavanca que existe, porque também a cabine tem pouco a oferecer para reconstruir o que já se perdeu aí.

É esta a razão honesta por trás da ideia de que os tratamentos nunca substituem os cuidados. Não é uma frase simpática, é uma divisão de funções.

Água, proteína e caminhada, sem exagerar o que fazem

Três notas rápidas, porque estas coisas costumam ser ditas com mais entusiasmo do que rigor.

A proteína é uma condição necessária: o colagénio constrói-se com aminoácidos que vêm da alimentação, e quem come pouca proteína produz menos. Mas isto não significa que comer mais do que o suficiente acelere a produção — é um piso, não um acelerador.

A água ajuda ao aspeto e ao conforto da pele, e é conselho seguro, mas não é o fator que limita a produção de colagénio em quem já bebe razoavelmente.

O movimento tem um mecanismo real: melhora a circulação, e é a circulação que leva oxigénio e nutrientes à derme, onde vivem as células que produzem. Tem ainda um efeito indireto sobre o sono e sobre o stress, que já sabemos trabalharem contra a pele. Uma caminhada isolada dá um efeito passageiro; o que conta é a regularidade ao longo de meses. Como diz a própria peça do carrossel, nenhuma destas coisas faz milagres sozinha — juntas, notam-se.

E no corpo, é igual?

Não é, e vale a pena saber antes de criar expectativas. A pele do corpo é mais espessa do que a do rosto e responde mais devagar aos mesmos estímulos, o que faz com que a diferença leve mais sessões a ler-se ao espelho.

Também não cede toda pela mesma razão. Pode ser a perda natural que descrevemos aqui; pode ser pele a sobrar depois de uma perda de peso, que é mecânico e não tem a ver com a idade; ou pode ser falta de tónus por baixo, o caso de quem treina e continua a achar que falta firmeza. São três situações diferentes e não se resolvem da mesma maneira, o que torna a avaliação mais útil aqui do que em qualquer outro sítio.

E é aqui que a zona pesa tanto quanto a causa. Se a queixa é no abdómen, o LipoWave trabalha a firmeza a par da gordura localizada; se é nas coxas, esse é o papel do CelluWave; se é nos glúteos, o protocolo pensado para dar tónus e contorno é o FirmWave. Para os braços e para outras zonas não há um protocolo com nome próprio: a combinação monta-se caso a caso, e os caminhos estão reunidos na página de Corpo & Contorno.

Se quiseres falar sobre isto

Não há aqui nada urgente. A elastina que perdeste não volta com pressa nem sem ela, e o que dá para fazer hoje continua a dar para fazer no mês que vem.

Se um dia quiseres perceber em que ponto está a tua pele e o que faz sentido para ti, a avaliação gratuita é para isso. Vemos, dizemos o que pensamos com franqueza, e ficas a saber. Sem compromisso nenhum.

Ainda não sabes por onde começar?

A avaliação não custa nada e não te compromete a nada. Vemos a tua pele, ouvimos o que te incomoda e, a partir daí, desenhamos contigo o plano que faz sentido para o que precisas. Sem pressões, sem discursos de venda. Provavelmente o passo mais fácil que vais dar por ti esta semana.

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