Há uma pergunta que aparece muitas vezes na avaliação, quase sempre no fim, quase sempre a meio de outra conversa: se a pele do rosto e a do corpo estão as duas a ceder, é a mesma coisa a acontecer nos dois sítios?
A queixa é parecida e a frustração também. A resposta da pele é que não é a mesma, e isso muda tanto o que se faz como o que se pode esperar.
O que é igual, e por isso não repito aqui
Nos dois casos, o que está por baixo da queixa é a mesma história de fundo: menos colagénio a ser fabricado do que desmanchado, e fibras elásticas que quase não se refazem depois de certa idade. Já escrevemos sobre isso aqui, e não vale a pena repetir.
Os cuidados de base também são os mesmos para as duas. Hidratar, proteger do sol, beber água, comer proteína suficiente e mexer o corpo não são conselhos diferentes conforme a zona — é o que dá à pele, em qualquer sítio, matéria com que trabalhar.
A partir daqui é que as duas se separam.
Porque é que o rosto avisa primeiro
A pele do rosto está sempre exposta. Não anda coberta por roupa, apanha sol todos os dias do ano, incluindo os dias nublados de inverno em que ninguém se lembra do protetor. Só isso já bastava para explicar boa parte da diferença.
Mas há uma segunda razão, mais interessante, e que raramente se explica. Os músculos que fazemos mexer quando sorrimos, franzimos ou falamos não são como os outros músculos do corpo. A maioria dos músculos liga osso a osso, por um tendão, e está separada da pele por uma camada de tecido que a isola — o que acontece por baixo não puxa o que está por cima. Os músculos da mímica facial são a exceção: inserem-se diretamente na pele. É por isso que uma contração do rosto move mesmo a pele, e é por isso que existem linhas de expressão no rosto e não no braço.
Isso significa que a pele do rosto passa a vida a ser esticada e largada, milhares de vezes por dia, além de tudo o resto. Não é a causa da flacidez — a causa é a que já explicámos —, é um fator a mais que só existe aqui.
Junta-se a isto uma terceira coisa: a pele do rosto é mais fina e tem mais circulação do que a maior parte da pele do corpo. É a razão pela qual uma ferida no rosto sara mais depressa do que uma ferida na perna. E é também a razão pela qual, no rosto, qualquer mudança se lê mais cedo — tanto a que não queremos como a que procuramos.
No corpo, a pele guarda o histórico
No corpo a pele é mais espessa, está quase sempre coberta, e apanha muito menos sol acumulado. Em compensação, guarda outra coisa: a memória mecânica do que já esticou.
Uma gravidez, uma perda de peso grande, um ciclo de engordar e emagrecer repetido ao longo dos anos — a pele estica e depois é-lhe pedido que recolha, e há um limite para o número de vezes que isso corre bem. Por isso a flacidez corporal aparece muitas vezes ligada a um acontecimento, e não simplesmente aos anos. A barriga, os braços e a face interna das coxas são as zonas onde isto se nota primeiro, e cada uma pelas suas razões — sobre os braços em particular, que são um caso à parte, escrevemos neste artigo.
O ritmo a que se nota não é o mesmo
Esta é a parte que mais vale a pena saber antes de começar, porque é a que evita desilusões.
Pele fina e bem irrigada mostra o efeito de cada sessão mais cedo ao olho. Pele espessa demora mais sessões até a diferença se ler ao espelho, mesmo quando o trabalho está a decorrer exatamente como devia. Não é o tratamento a resultar melhor num sítio do que no outro; é o tempo que a mudança leva a tornar-se visível.
O erro comum é levar para o corpo a expectativa que se criou com o rosto — ou desistir de um plano corporal a meio, convencida de que não está a funcionar, quando o que falta é tempo. Dizemos isto à partida precisamente para que a paciência esteja calibrada para a zona certa.
Onde é que cada zona aterra
Quando se quer ir além dos cuidados em casa, o caminho muda com a zona, e é aqui que a conversa fica prática.
No rosto, a firmeza trabalha-se com o FaceWave. Se o que te incomoda mais é o pescoço e a papada — que é uma das primeiras zonas a mostrar, e uma das que mais aparece nas fotografias de perfil —, há um protocolo próprio para essa zona, o LiftWave.
No corpo, o LipoWave trabalha o abdómen, onde a firmeza e a gordura localizada costumam aparecer juntas, e o CelluWave trata as coxas. Para os braços não há um protocolo com nome próprio: a combinação monta-se caso a caso. As restantes zonas e tratamentos estão reunidos em Corpo & Contorno.
Se vês as duas coisas ao mesmo tempo
É o caso de muita gente, e não precisa de ser resolvido em duas conversas separadas.
Se notas o rosto a mudar de forma e o corpo a ceder onde não cedia, a avaliação gratuita olha para as duas juntas. Vemos, dizemos com franqueza o que faz sentido e por onde começar — se é que faz sentido começar pelas duas ao mesmo tempo. Sem compromisso nenhum.







